O que você tem guardado? – Rosa da Semana

Quantas coisas importantes você tem guardado em sua vida? Hoje parei para pensar sobre pessoas que tem a mania de guardar preciosidades para nunca usar. Quem nunca teve um parente próximo, um amigo ou até mesmo quem nunca comprou algo que acabou não usando?  Quando era pequena minha mãe guardava todos os brinquedos mais legais que ganhávamos (minha irmã e eu) com medo de que estragássemos.  Uma vez no ano ou às vezes até deixava um tiquitinho,  mas somente sob supervisão de um adulto e grandes recomendações.  À medida que fomos crescendo esses brinquedos antes tão importantes foram perdendo o valor que dávamos a eles, e no fim das contas nem tinha graça mais brincar com eles.

Lembrando-me desse fato da minha vida fui observar quantas coisas importantes guardamos com medo de ‘estragar’ e acabamos não aproveitando os benefícios e prazeres que essas “preciosidades” podem nos proporcionar.

Conheço pessoas que morrerão sem nunca ter usado aquele jogo de cama maravilhoso que comprou com tanto esforço, ou aquele aparelho de jantar lindíssimo.  Conheço pessoas que enquanto esperavam a ocasião perfeita nunca puderam usar o vestido dos sonhos porque, depois de tanto tempo, ou já haviam engordado demais ou o tempo já havia danificado o frágil tecido.

Fico me perguntado o quanto vale a pena acumular tesouros em nossas vidas, enterrá-los no jardim e nunca podermos usufruir deles.  No fim das contas tudo passa, perdemos o mapa do tesouro que alguém acaba encontrando e os usa de uma forma nada merecedora.

Meu lindo jardim, o que venho tentando dizer ao longo dessas palavras pouco conexas é que quanto mais tornamos nossos bens deuses dignos de altares, menos aproveitamos as maravilhas que é viver.

Não digo isso tudo para que pensem que sou uma gastadeira incontrolável. Só acredito que a vida é somente uma e temos que aproveitar daquilo que lutamos tanto para conquistar.

Não enterre tesouros que tanto almejava ter. Use-os sem medo, pois a importância  de um objeto hoje pode não ser a mesma amanhã. Precisamos valorizar somente as pessoas que realmente sabemos que são passageiras nesse mundo, valorizar os momentos vividos.

Porque não ter o prazer de dizer que sua mãe usou aquele jogo de jantar maravilhoso que você tem na cozinha, ou que seu melhor amigo pôde dormir com o edredom mais elegante da sua casa?

Quando não mais tivermos conosco as pessoas que amamos, então elas sim farão falta, e os objetos, no fim das contas, sempre podemos comprar outro.

Ao invés de acumular bens acumule memórias preciosas e momentos inesquecíveis, pois quando chegar a nossa hora descobriremos que aproveitamos ao máximo as belezas que a vida tinha a nos oferecer.

Um beijo de vida para esse jardim que tanto amo.

😚

 

P.S: Este post estava programado para sexta-feira, mas por alguma razão que desconheço ele não entrou :(. Peço desculpas pela ausência no dia.

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8 Comentários

  1. Eu adorei esse texto! Me fez parar para refletir no valor que damos às coisas materiais ao invés de valorar as pessoas…

  2. Nossa, que post maravilhoso! Realmente acabamos deixando pra usar depois e nunca usamos. Essa do brinquedo que sua mãe guardava é um exemplo maravilhoso. Por isso deixo sempre meu filho brincar com tudo que ele ganha, ensinando sempre a ter muito cuidado pra não estragar e ele ficar sem.
    Tem post novo lá no blog, um beijo 🙂

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